Trump segue repetindo mentiras sobre a situação na Ucrânia, desconsiderando dados oficiais das agências de inteligência dos EUA.
Donald Trump continua a espalhar mentiras sobre a situação na Ucrânia, desconsiderando as informações precisas fornecidas pelas agências de inteligência dos Estados Unidos. Em um recente episódio, o ex-presidente repetiu uma narrativa falsa sobre um suposto cerco das Forças Armadas ucranianas na região de Kursk, embora a inteligência americana tenha esclarecido que tal cerco nunca ocorreu. A Reuters escreve sobre isso, citando fontes informadas.
As agências de inteligência dos EUA, incluindo a CIA, informaram à Casa Branca que não há nenhuma ameaça de cerco a "milhares" de soldados ucranianos em Kursk. De acordo com fontes da Reuters, as tropas ucranianas simplesmente recuaram para posições mais estratégicas, mas em nenhum momento estiveram cercadas por forças russas. Mesmo diante desses dados claros, Trump continuou a repetir a versão falsa, alinhando-se ao discurso do Kremlin.
Funcionários americanos e europeus familiarizados com a situação confirmaram que a narrativa do cerco está longe da realidade. Apesar disso, Trump persistiu em suas afirmações públicas, alegando que as forças ucranianas estavam "completamente cercadas" e em uma posição vulnerável. O ex-presidente dos EUA até mesmo alegou ter conversado com Putin sobre a situação e pedido que ele salvasse os soldados ucranianos, uma alegação não corroborada por nenhuma fonte oficial.
A versão de Trump sobre os acontecimentos ecoa diretamente as palavras de Vladimir Putin, que em 13 de março afirmou que as tropas ucranianas estavam cercadas e deveriam se render. No entanto, tanto o governo ucraniano quanto as autoridades militares desmentiram essas declarações. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também repudiou a versão de Putin, chamando-a de mentira.
Especialistas, como o coronel aposentado Mark Cancian, sugerem que essa narrativa do cerco faz parte de uma estratégia russa para desmoralizar a resistência ucraniana e convencer o mundo de que a vitória de Putin é inevitável devido à superioridade em recursos. "Isso ressoa com Trump", observou Cancian, apontando a afinidade entre o discurso do ex-presidente americano e o de Putin.
Enquanto as agências de inteligência dos EUA continuam a fornecer uma análise precisa e fundamentada, Trump segue distorcendo a realidade, em um claro afastamento da verdade em nome de uma agenda política que parece alinhar-se mais com as mentiras do Kremlin do que com os fatos.
Convite para o próximo artigo: Fique atento ao nosso próximo artigo, que abordará o impacto das desinformações nas relações internacionais e a forma como líderes globais manipulam narrativas em tempos de crise.