A IA Não Pensa por Você: Quem Desinforma é o Ser Humano
Em tempos de avanço tecnológico acelerado, é comum ouvir comentários acusando a Inteligência Artificial de ser uma fábrica de desinformação. Como jornalista e criador de conteúdo, me vejo constantemente na posição de defensor dessa ferramenta – e não por ingenuidade, mas por clareza de função.
A IA não tem intenção, não tem opinião e tampouco tem poder de decisão. Ela responde a comandos, chamados de prompts, com base em informações disponíveis em sua base de dados. Quem define o rumo da resposta é quem pergunta. Quem filtra, interpreta e publica é o ser humano. Portanto, culpar a IA por desinformação é o mesmo que culpar a caneta por um texto mal escrito.
É desconfortável ver pessoas criticando com dureza uma tecnologia que, usada com responsabilidade, tem ampliado o acesso ao conhecimento, democratizado a produção de conteúdo e acelerado processos criativos e técnicos em inúmeras áreas, da saúde à educação.
Se há erro, ele nasce da má formulação da pergunta, da omissão da verificação de fontes ou, pior, da intencionalidade humana em distorcer informações. É exatamente por isso que digo: não é na IA que não se pode confiar – é no ser humano.
A ferramenta está aí. O uso que fazemos dela é o verdadeiro reflexo da nossa ética, da nossa responsabilidade e da nossa inteligência. Que saibamos usar bem o que temos em mãos – ou perderemos mais do que apenas a verdade. Perderemos também a oportunidade de evoluir.
Convite para o próximo artigo:
No próximo conteúdo, vamos mostrar exemplos práticos de como a IA pode ser aliada na checagem de fatos e na produção ética de notícias. Fique atento!